A IMPLANTAÇÃO DA REFORMA PROTESTANTE NA EUROPA

Mateus Feliciano

Na Suíça de fala alemã o principal reformador foi Ulrico Zuínglio que através de várias ações e escritos expressou sua opinião sobre a reforma. Expôs tanto a necessidade quanto a forma desta reforma.

Martinho Lutero foi o maior responsável pela cisão que houve na Igreja Católica e o principal reformador na Alemanha. A sua visão acerca da reforma é que não havia necessidade de constituir uma nova Igreja, mas sim alterar a religião Católica Romana de acordo com as escrituras. Este processo iniciou-se com os seus três sermões sobre as indulgências, nos quais ele condenava o ato. E as suas 95 teses que foram pregadas na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg.

Com o seu casamento com uma freira ele praticamente decreta a ruptura com a Igreja Católica, ainda mais porque influenciou outros padres e freiras que aderiram à reforma e que também se casaram, rompendo com a Igreja Católica. Em Janeiro de 1521 Martinho foi convocado pela Igreja Católica para retirar as suas teses que condenavam práticas da Igreja dizendo que elas estavam em desacordo com a Bíblia.

Martinho Lutero compareceu mas não desmentiu suas teses afirmando que todas elas tinha bases Bíblicas para serem aceitas como verdade e não como heresias. Ficou conhecido como A Dieta de Worms.

João Calvino rompeu com a Igreja Católica na França e lá iniciou a sua reforma da Igreja Católica. Foi um dos maiores contribuidores para a formulação da doutrina e teologia protestante.

No Reino Unido, um dos principais colaboradores da Instituição da reforma protestante na região foi Henrique VIII que apesar de ter ajudado na reforma, o fez mais motivados por interesses político do que necessariamente interesses ela Igreja e pela Palavra de Deus. Na Escócia o grande nome foi Jonh Knox, que chegou a estudar com Calvino e foi o fundador da Igreja Presbiteriana que teve grande influência na reforma protestante na Europa.

Nos países baixos o grande movimento da reforma foi promovido por grupos populares que se levantaram contra a Igreja Católica, exigindo a instituição do protestantismo. Principalmente os Calvinistas foram o principal grupo que encabeçou o movimento na região com atos até mesmo radicais de invadirem Igrejas Católicas e quebrarem santos, alegando que aquilo eram adoração de ídolos e que a Palavra de Deus condenava tal ato.

Na Dinamarca, o principal contribuidor para a reforma foi Hans Tausen, que difundiu as ideias de Lutero.

A reforma protestante teve como uma das ferramentas principais muitos escritos desenvolvidos pelos reformadores que tratavam nestes compêndios sobre teologia, doutrina e outros assuntos que ajudavam a difundir uma ideologia Bíblica sobre praticamente tudo o que a Igreja Católica Romana ensinou ser o correto.

Um dos pontos comuns entre os reformadores era a autoridade da Bíblia como sendo a principal fonte de conhecimento de quem é Deus e como deveria viver a sua Igreja. As escrituras eram superiores a qualquer outra instituição que se denominava como Igreja de Deus e sobre qualquer pessoa que fosse denominada pela Igreja como sacerdote único e principal a pronunciar a Palavra de Deus.

A Salvação foi outro ponto muito importante para a implantação da reforma protestante na Europa pois ela divergia entre os reformadores e a Igreja Apostólica Romana. A Igreja Católica entendia que não há salvação fora da Igreja. O Batismo e outros sacramentos são necessários para se garantir a Salvação conforme o Papa determinasse que a Igreja Católica deveria instruir seus fiéis. Já os reformadores entendiam que a fé em Jesus Cristo é a única e suficiente forma para se alcançar a Salvação conforme as escrituras Sagradas instruíam.

Através de muitas confissões de fé os reformadores foram conseguindo instruir corretamente o povo e também unificaram as doutrinas e teologias da reforma com os líderes reformadores da época. As principais foram: Confissão de Augsburgo, Confissão Escocesa(1560), a segunda Confissão Helvética (1531), a Confissão de Fé de Westminster (1647).

Calvino foi um dos grandes responsáveis pela reforma ter ligação com o estado. Ele acreditava que a Igreja e a vida Cristã deveriam estar ligados ao estado  influenciando a sociedade através de Cristãos na política que desenvolveriam as tarefas requerentes aos representantes do povo segundo os padrões e orientações da Palavra de Deus.

Outros reformadores foram influenciados por Calvino e sua visão sobre união entre a Igreja e o estado. Não seguindo o que então a Igreja Católica vinha traçando como uma interligação entre a Igreja e o estado como sendo quase um. A forma que a Igreja Católica tratava desta união era como se a Igreja Católica fosse um órgão do governo.

Calvino não entendia que a Igreja deveria ser um órgão do governo mas que ela deveria estar presente em decisões e ações para auxiliar o povo em suas funções como cidadãos.

Na maior parte dos reformadores tinham a visão que a Igreja deveria ter influência na política também, mas diferente do que a Igreja Católica tinha. Mas outra linha de reformadores, principalmente os Anabatistas tinham a visão que a Igreja não deveria ter nenhuma ligação ou influência no governos. De certa forma eles enxergavam o governo quase como uma entidade não Cristã e que não poderia favorecer a igreja e seus fiéis, até mesmo pela função a qual ela tinha.

Bibliografia

BINGHAM, D. Jefferey. História da Igreja. Trad. Verônica Araújo. Rio de Janeiro: CPAD, 2007

GEORGE, Timothy. Teologia dos Reformadores. São Paulo: Vida Nova, 1993.

Gentilmente cedido para a Seara Urbana

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